segunda-feira, 30 de agosto de 2010
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
E-book a energia solar Em 2010, uma empresa de eletrônicos pretende lançar um modelo de e-book no mercado que pode ser recarregado com energia solarJá que a onda é substituir nossos livros de papel por um e-book, que seja por um modelo sustentável. A LG estuda lançar até o próximo ano um livro eletrônico com painel fotovoltaico que permite que a bateria seja recarregada com energia solar. As células solares têm a espessura de um cartão de crédito (0,7 mm) e permite uma autonomia de 8 horas. É possível armazenar centenas de livros na memória – o que impede, claro, o desmate de milhares de árvores para produzi-los em papel.
Já que a onda é substituir nossos livros de papel por um e-book, que seja por um modelo sustentável. A LG estuda lançar até o próximo ano um livro eletrônico com painel fotovoltaico que permite que a bateria seja recarregada com energia solar. As células solares têm a espessura de um cartão de crédito (0,7 mm) e permite uma autonomia de 8 horas. É possível armazenar centenas de livros na memória – o que impede, claro, o desmate de milhares de árvores para produzi-los em papel.
Rafael Tonon
Revista Vida Simples – 12/2009
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Ministério da Saúde organiza doações e voluntários na ajuda ao Haiti
Instituições públicas ou privadas que queiram doar medicamentos, insumos de saúde ou enviar profissionais de saúde para compor a ajuda brasileira ao Haiti contam, a partir desta terça-feira (19), com um sistema na internet para cadastrar a sua doação ou serviço. Profissionais de saúde autônomos também podem se inscrever no cadastro reserva do Ministério da Saúde. Técnicos do Ministério da Saúde viajam nesta semana ao país, onde identificarão as necessidades para a reorganização do sistema de saúde local. O Brasil também enviará mais 20 kits com duas toneladas de diversos produtos de saúde para atendimento a população haitiana.
O cadastro poderá ser feito nos seguintes endereços: para medicamentos e insumos (http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=3646) e para profissional de saúde (http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=3647) e será analisado pelo Ministério da Saúde. O envio dos medicamentos, insumos e de profissional de saúde observará a demanda proveniente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, que coordena a ação de apoio ao Haiti. Assim, as instituições ou pessoas interessadas em doar devem se cadastrar e aguardar a comunicação do Ministério da Saúde.
Várias instituições de saúde sinalizam a disponibilidade de doar medicamentos e insumos ao Haiti. A Fiocruz/Ministério da Saúde ofereceu 40 toneladas de medicamentos para doação ao país. São analgésicos, antiinflamatórios, anti-hipertensivos, sais para a reidratação oral, entre outros, que já fazem desse banco de dados criado pelo Ministério da Saúde. “Nós estamos organizando o estoque de doações relacionadas ao setor saúde. Assim o envio observará as orientações do GSI”, explica o Diretor do Departamento de Vigilância Ambiental, Guilherme Franco Netto, que coordena o grupo de resposta do Ministério da Saúde.
Guilherme Franco explica que a resposta do setor saúde se dará em três fases. No curto prazo, o resgate de pessoas. A oferta de serviços de saúde temporários vem em seguida, com os hospitais de campanha e atividades de prevenção e controle de doenças transmissíveis, uma etapa de médio prazo. Finalmente, será feita a estruturação do sistema de saúde haitiano, um trabalho de médio a longo prazo.
O Ministério da Saúde já enviou 20 kits de medicamentos e insumos estratégicos para a assistência farmacêutica ao Haiti. O material é suficiente para atender 10 mil pessoas por um período de três meses. Outros 20 kits serão encaminhados até a próxima semana. Cada kit contém antiinflamatórios, antibióticos, anti-hipertensivos, diuréticos, analgésicos, para o combate a dermatoses e sais de reidratação oral, além de seringas, luvas, esparadrapos e hipoclorido de sódio, para o tratamento de água potável, entre outros componentes. “Estamos nos organizando para oferecer o máximo de ajuda às vitimas do terremoto”, explica Franco Netto. O envio da ajuda brasileira obedece à estratégia de prioridades do Ministério da Defesa, de acordo com as deliberações do GSI/PR.
VOLUNTÁRIOS - Cerca de 500 profissionais da Rede do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), dos Hospitais do Rio de Janeiro e do Grupo Hospitalar Conceição, do Rio Grande do Sul, entre outros, estão à disposição do Ministério da Saúde para atender o governo haitiano assim que solicitado. Quando demandado, serão enviadas prioritariamente ao Haiti equipes de saúde do Sistema Único de Saúde que possuem experiência em situação de desastres, urgência e emergência e traumatologia, entre outras especialidades a serem definidas.
O grupo de trabalho do Ministério da Saúde é responsável pela organização da resposta na área de saúde às vitimas do terremoto do Haiti. A partir do banco de dados que está sendo elaborado por meio do cadastro, o grupo organizará o estoque de medicamentos, insumos estratégicos, equipamentos hospitalares e profissionais de saúde disponíveis para atender as demandas e a articulação com o Ministério da Defesa.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Planos de saúde têm nova cobertura obrigatória
Transplante heterólogo (de uma pessoa para outra) de medula óssea, PET-Scan para diagnóstico de câncer de pulmão, implante de marcapasso multissítio, oxigenoterapia hiperbárica, mais de 20 tipos de cirurgias torácicas por vídeo, além de importantes inclusões no segmento odontológico, como colocação de coroa unitária e bloco são alguns dos principais procedimentos aos quais os beneficiários de planos de assistência médica e odontológica terão direito.
A nova norma atualiza o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, a cobertura mínima obrigatória oferecida pelas operadoras de planos de saúde a todos aqueles que possuem contratos celebrados a partir de 2 de janeiro de 1999 - data de entrada em vigor a Lei nº 9.656/98, que regulamenta o setor de saúde suplementar.
Além dos procedimentos, novas regras ampliam o atendimento ao consumidor
A RN nº 211 não traz apenas a lista de novas coberturas. Há uma série de mudanças que, a partir de 7 de junho, ampliarão o atendimento ao consumidor. Uma dessas é a cobertura pelos planos coletivos aos acidentes de trabalho e aos procedimentos de saúde ocupacional.
A nova resolução também determina cobertura integral nos casos em que as operadoras ofereçam internação domiciliar como alternativa à internação hospitalar, independentemente de previsão contratual. Se isso ocorrer, a operadora deverá cobrir medicamentos e todos os materiais necessários. Nos outros casos em que a atenção domiciliar não substitua a internação, a cobertura estará condicionada ao contrato.
A atenção à saúde mental teve importante ganho com a edição desta RN. Um destaque pode ser dado ao fim da limitação de 180 dias de atendimento em hospital-dia para a saúde mental, reforçando a política de substituição das internações psiquiátricas.
Cada vez mais, a regulação busca a integração entre procedimentos e sua forma de utilização, visando à segurança para os pacientes e ao aprimoramento da prática médica. Para tanto, foi ampliado o número de diretrizes de utilização (critérios que devem ser preenchidos para que a cobertura seja obrigatória) e a incorporação de diretrizes clínicas (guias de orientação da prática clínica baseadas nas melhores evidências disponíveis) produzidas pela Associação Médica Brasileira.
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terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Brasil instala fábrica de medicamentos contra aids na África
Recursos do Ministério da Saúde serão investidos na produção de antirretrovirais no país. Atualmente, cerca de 1,6 milhão de moçambicanos são soropositivos
O Ministério da Saúde vai doar R$ 13,6 milhões para a primeira fase de instalação de uma fábrica de medicamentos contra a aids em Moçambique. Por meio de cooperação entre os governos brasileiro e moçambicano, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vai aplicar diretamente os recursos no desenvolvimento do projeto da unidade, na compra de todos os equipamentos e na capacitação de profissionais de saúde no país africano. A Lei que libera o valor foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (15).
A partir do projeto de construção da fábrica, elaborado pela Fiocruz, o governo de Moçambique vai realizar as obras. Quando as instalações estiverem prontas, a fundação vai enviar os aparelhos. Extensão do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fiocruz, a fábrica deverá começar a funcionar no fim de 2010, em Maputo, capital de Moçambique.
Na fase inicial, o país africano vai apenas embalar os medicamentos enviados pelo Brasil. Depois disso, por meio da gradual transferência de tecnologia brasileira, os moçambicanos vão desenvolver os próprios antirretrovirais. Para o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, o acordo entre os dois governos contribuirá com a melhoria da qualidade de vida dos moçambicanos.
"Vamos gerar conhecimento e permitir o desenvolvimento econômico e social de Moçambique. Essa cooperação está inserida nas políticas do governo brasileiro de fortalecimento das relações com os países de língua portuguesa", ressalta Temporão. O ministro da Saúde observa também que o acordo está entre as prioridades do programa Mais Saúde: direito de todos, projeto lançado em 2007 pelo Ministério para promover um novo padrão de desenvolvimento na área da saúde.
EPIDEMIA - O embaixador de Moçambique no Brasil, Murade Isaac Mugargy, considera fundamental o apoio brasileiro para ajudar a salvar vidas. "Como a maioria dos países africanos, enfrentamos uma epidemia muito forte de aids", conta. Além da produção de medicamentos, temos o grande desafio dar continuidade ao desenvolvimento de atividades de educação sexual, com orientações sobre o uso de preservativo, por exemplo", completa o embaixador.
Estima-se que 500 pessoas peguem aids por dia em Moçambique. De acordo com o Relatório de Progresso para a Sessão Especial da Assembleia Geral das Nações Unidas Sobre o HIV, aproximadamente 1,6 milhão de moçambicanos vivem atualmente com a doença. No Brasil, estimativas apontam que há 630 mil soropositivos.
Segundo o diretor de Farmanguinhos, Hayne Felipe da Silva, a liberação dos recursos contribuirá com o fortalecimento e o crescimento de Moçambique. "Queremos ajudar o país africano para que ele tenha tecnologia e consiga enfrentar esse grande flagelo, que é a epidemia de aids", diz o diretor.
OUTRAS AÇÕES - Além da fábrica de medicamentos, o Acordo Geral de Cooperação Fiocruz-África traz outras iniciativas. Em outubro de 2008, a Fiocruz inaugurou o Escritório Técnico de Moçambique, um braço de cooperação internacional entre o Brasil e países de língua portuguesa na área de saúde pública. O pólo fica em Maputo.
Em maio deste ano, onze moçambicanos foram formados pelo Programa de Mestrado em Ciências da Saúde, promovido pela Fiocruz em parceria com o Ministério da Saúde de Moçambique. Eles receberam o diploma de capacitação profissional (equivalente à especialização).


